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04 may

Clássicos do design brasileiro: Jorge Zalszupin

Garimpo

LC: talvez essas duas pequenas letras (de Le Corbusier) impressas em dourado na capa do livro na vitrine de uma livraria em Varsóvia, que seduziram o menino de 15 anos em 1937 fazendo ele se apaixonar pela Arquitetura, sejam as responsáveis por um dos maiores nomes do design brasileiro: Jorge Zalszupin.

Referência internacional na história do mobiliário moderno, o arquiteto de origem polonesa, mas de coração paulista, nasceu em 1922, estudou durante a guerra e em 1945 saiu de sua terra natal. Depois de passar pela França, desembarcou no Brasil onde encontrou solo fértil para sua arquitetura moderna. Mas para impor suas idéias arrojadas, teve que provar que eram viáveis: construiu primeiro sua própria casa e desenhou todo o mobiliário para se adequar a ela. Jorge Zalszupin foi um dos responsáveis por trazer propostas inovadoras, trabalhando com as madeiras disponíveis na época, quando os móveis por aqui ainda bebiam na fonte do estilo Art Déco europeu.

Sua primeira peça foi a poltrona Dinamarquesa, na década de 1950. Seu desenho com braços e pés frontais lembra as colunas de Oscar Niemeyer para o Palácio da Alvorada. Depois disso ganhou fama ao apresentar a poltrona Adriana, feita em homenagem à primeira neta. O móvel tem estrutura de resina estofada em camurça e base metálica revestida de madeira, além de detalhes em latão. Seu assento largo e apoios finos de seção quadrada remetem ao mobiliário escandinavo datado em 1959. Além da Dinamarquesa constam em seu acervo peças ícones como as poltronas Kanguru, a Paulistana, a Sênior, a Jangada e a Annette, em homenagem à esposa, além da mesa Pétala e o carrinho de chá que reapareceu nas últimas mostras de decoração.

Ao lado de grandes mestres como Sérgio Rodrigues, Zanine Caldas e Joaquim Tenreiro, participou de importantes mostras de design com criações cujo desenho sempre impressionou pela elegância. Suas linhas graciosas e a utilização de madeiras locais são a combinação perfeita de uma marcenaria clássica e impecável. Cansado de desenhar peças exclusivas para os clientes, seu mobiliário foi industrializado e sua marca, L'Atelier, espalhou-se por todo o País. Seus showrooms eram referenciais de modernidade e Zalszupin trabalhou em estreita colaboração com Oscar Niemeyer na concepção e produção do mobiliário de Brasília. No livro "Jorge Zalszupin - Design Moderno no Brasil", a escritora Maria Cecília Loschiavo dos Santos resgata e documenta a contribuição do trabalho do arquiteto para a formação e desenvolvimento da criação de mobiliário e do desenho industrial brasileiro.

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