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15 mar

A cara da modernidade

Formas elegantes, madeiras brasileiras e marcenaria impecável são a marca do mobiliário de Jorge Zalszupin, hoje peças vintage, raras e que só podem ser encontradas nas melhores galerias e coleções no Brasil, EUA e na Europa. Dizem que este polonês nascido em 1922 se apaixonou pela Arquitetura depois de ver um livro de Le Corbusier. Formou-se em 1945 e desiludido com a guerra foi embora de seu país. Depois de passar pela França, EM 1949, veio para o Brasil onde colocou em prática sua maneira elegante de fazer Arquitetura. Para convencer os clientes de suas ideias arrojadas para a época não hesitou em construir primeiro sua própria casa. O passo seguinte foi desenhar também o mobiliário que se adequasse a sua forma de pensar o design: madeiras nobres, linhas puras, execução primorosa. Esse fazer diferente conquistou as cabeças pensantes da época e em 1950 Zalszupin abriu a L'Atelier em São Paulo, a primeira fábrica a produzir de móveis em série no Brasil. A marca se espalhou pelo País como referência de modernidade. Nos anos 60 e 70, em Brasília, quase todos os prédios públicos abrigavam suas criações e foi nesse período que um grupo empresarial comprou a L'Atelier tornando Jorge Zalszupin o diretor de desenvolvimento de produtos. O grupo já possuía uma fábrica de utensílios plásticos, a Hevea, que produzia itens de baixa qualidade formal. Zalszupin e os jovens designers Oswaldo Mellone e Paulo Jorge Pedreira desenharam muitas peças, requalificando o plástico injetado e propondo uma marca, Eva, para essa nova linha.



Fotos: editora Globo, Etel e Divulgação


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