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31 aug

Ser ou Não Ser? Eis a Questão

Esqueça o que você sabe sobre museu, arquitetura e design de interiores. O que você irá experienciar ao visitar a exposição "Ser" Moderno, proposta da Casa Cor para o Museu de Arte da Pampulha com concepção do arquiteto Pedro Lázaro, transcende qualquer lógica e nos dá um tapa na cara ao expor a carne viva de nossa brasilidade que hoje já não busca mais sua identidade cultural: depois de um longo caminho, simplesmente É.

Mantendo 100% a integridade do projeto de Niemeyer tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, o arquiteto subverteu a ordem museológica tradicional e compôs um cenário tecnológico com obras de arte e "móveis de autor" nascidos no Brasil valorizando a arquitetura do prédio. Ser moderno neste tempo e espaço pressupõe um olhar inovador com o foco no futuro. E foi traçando uma linha que apresenta o Barroco Mineiro e aproximando-o do momento Modernista que Lázaro montou um percurso que deslumbra pela cultura, história, riqueza, precisão do acervo e pela forma inusitada como ele é apresentado.

A EXPOSIÇÃO

A exposição "Ser" Moderno apresenta em três vertentes embalada por uma obra sonora do duo O Grivo. A primeira trata do Museu de Arte da Pampulha como espaço arquitetônico ao utilizar seus ambientes dentro da função que ele tem exercido nos últimos 63 anos, como museu. A segunda joga luz sobre o próprio espaço museológico ao expor um recorte de seu acervo; 48 peças de artistas que produziram paralelamente ao movimento moderno com o mesmo conceito, como Di Cavalcanti, Portinari, Guignard e Maria Leontina; artistas influenciados diretamente pelo movimento modernista e que fizeram trabalhos específicos para o MAP, como Raimundo Colares, Franz Weissmann e Waleska Soares; artistas que têm uma relação direta com uma investigação modernista, como Marilá Dardot, Rivane Neuenschwander e Rosângela Rennó; e ainda os que têm uma história incisiva com a cultura brasileira, como Cildo Meireles e Marco Paulo Rolla.

A terceira vertente diz respeito à escolha do mobiliário que acompanhou os mesmos critérios. Móveis originais de época produzidos para complementar as construções modernistas e assinados, por exemplo, por Oscar Niemeyer, Joaquim Tenreiro e Jorge Zalszupin, estão ao lado de outros contemporâneos que carregam uma influência direta da cultura brasileira como Zanini de Zanine e Olavo Machado Neto. Na entrada, a imagem de Nossa Senhora da Conceição, de mestre Piranga, simboliza a estrutura do barroco miscigenado e naturalista, que desencadeou a possibilidade do processo moderno. É o princípio, o meio e o fim de tudo.

Fotos: Jomar Bragança

FICHA TÉCNICA

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